domingo, 6 de novembro de 2011

Apresentação


Primeiramente, queria me apresentar, sou Guilherme Bezerra Motta e estudo no Colégio Ábaco. Esse blog é uma fanzine feita para um trabalho de Artes.
Então, eu quero me apresentar como baixista, algo de que me orgulho, pois foi minha escolha tocar contrabaixo, ou vulgarmente abreviado como baixo.Acho que quem me influenciou no começo a querer tocar baixo, foi o Paul McCartney.
Foi bem quando ele estava vindo para o Brasil em novembro do ano passado, não fui no show, mas fui conhecer melhor os Beatles e me deparei com esse baixista.Linhas melódicas e simples, habilidade do Paul que em minha opinião foi se perdendo com o tempo.
Desde que eu comecei a tocar, apareceram diversos baixistas, tais como John Entwistle, Jaco Pastorius, Geddy Lee, Cliff Burton e muitos outros.Influencias de baixistas brasileiros tive poucas.Com o tempo, principalmente com Geddy Lee, aprendi outra forma de que o baixo pode ser tocado, tocando linhas complexas e complicadas de tocar, e é algo que eu quero fazer.Não sei se quero seguir a carreira de músico, isso é para poucos, mas acho que ainda tenho idade para tentar e começar a entrar no mundo da música, como um sonho.
Por enquanto eu carrego um baixo simples, um Condor BX12:

Para finalizar essa postagem, quero citar um texto de allexxcosta, do fórum Contrabaixo BR, originalmente usada como uma carta de boas vindas para o fórum:

“Orgulho de Ser Baixista

Caro(a) amigo(a),

Pra começar, bem vindo(a) ao mundo dos graves.
Você está entrando no lado negro da força...
Poucas pessoas entenderão seu ofício, mas todos sentirão sua falta quando você não cumpri-lo.

Ser baixista é saber a hora de não tocar...

É saber como se apequenar para que o colega músico cresça. É saber administrar o ego, ter controle.

É entender a respiração de uma música, entender que quem vai dar o ritmo pra o público dançar é o baterista, mas a você, baixista, cabe fazer com que as pessoas tenham a vontade de dançar.

Você é a linha de costura desse emaranhado de tecidos que se chama A Arte da Música.

Ser baixista é ficar colado junto do pianista, seguindo seu dedo mínimo esquerdo pra saber que nota tocar numa gig que surgiu de última hora.

Ser baixista é entender perfeitamente o que a abstrata palavra estrangeira "groove" significa, enquanto o professor de Inglês te diz que é sulco, ranhura...

Ser baixista é sonhar com som de preto, com raiz africana, é ouvir percussão de rua e se emocionar.

Ser baixista é tocar Reggae com o polegar e mesmo ficando vários segundos sem dar uma nota saber que seu instrumento é o mais importante da banda.

Ser baixista é escutar Jaco e sair correndo pra comprar um fretless. É escutar Marcus Miller e sonhar com um Fender 77...

Ser baixista é procurar vídeo do Anthony Jackson na internet durante semanas até achar um, e assisti-lo todos os dias durante anos.

Ser baixista é saber quem é Sizão Machado, Luizão Maia, Arthur, Mariano. E também é chorar a morte do Nico...

Ser baixista é escutar Patitucci e saber que ele também chora a morte do Nico em cada nota da sua arte.

Ser baixista é explicar com paciência, pela milionésima vez que você não toca guitarra de 4 cordas.

Ser baixista é carregar ampli pesado e não desistir, é tocar no click, é estudar horas de madrugada...

Ser baixista é pegar uma guitarra e tocar normalmente, e rir quando um guitarrista pega seu baixo e não dá uma nota.

É sentir dor também nos dedos, nos pulsos, anti-braços, tendões... No ombro, costas, pernas... É sentir dor no ego e esperar passar.

Ser baixista é chegar ao fim do show cansado, mas com a sensação de dever cumprido por ter trazido alegria àqueles corações...

Seja um(a) baixista meu(a) amigo(a), você não vai se arrepender...

Abraço,

Alex.”
Fonte: http://www.contrabaixobr.com/t61-carta-oficial-de-boas-vindas

História do Contrabaixo


Aqui se iniciará o tema do blog, contando sobre como surgiu o contrabaixo e como se popularizou ao longo dos anos.

O contrabaixo acústico foi criado na baixa idade média, ao lado de outros instrumentos da família “viola”, dividido entre violas de braço e violas de pernas, sendo o que possui o som mais grave dentre o segundo grupo.
Com o passar do tempo, no século XV, foi necessário conseguir instrumentos que reproduzam som mais graves, a  solução encontrada luthiers(construtores de instrumentos), foi simplesmente reconstruir os instrumentos existentes, mas em escala maior.
Com o desenvolvimento da música popular no século XIX, principalmente no jazz, ele não era mais tocado com o arco como de costume, era usado os dedos, técnica criada pelo baixista Larry Graham, ao quebrar seu arco durante uma apresentação.
Então, em 1951, Leo Fender, um luthier fundador da famosa fábrica de instrumentos Fender, criou o contrabaixo elétrico, com o corpo baseado na guitarra elétrica. O primeiro modelo se chamava Fender Precision, possuía trastes e um corpo muito menor como o de uma guitarra, facilitando a locomoção dos baixistas, que precisavam levar um enorme instrumento para as apresentações.
Porém, existem controvérsias sobre a história de Leo Fender, na década de 1930 muitos outros luthiers, como a fábrica Rickenbacker, tentaram essa criação, porém, sem sucesso.

O Contrabaixo no mundo da música


O contrabaixo no começo foi criado para complementar a música com notas graves, porém, com o tempo, baixistas foram desenvolvendo técnicas e modos de tocar que revolucionaram o mundo do contrabaixo, criando linhas complexas para deixar de ser um simples músico de acompanhamento rítmico.
O contrabaixo, tanto elétrico quando acústico não é muito conhecido pelo público em geral, geralmente sendo referido como “guitarra de 4 cordas”, o que desaponta muitos músicos.

Tipos de Contrabaixos

Dentre os tipos de contrabaixo, existem diversos, desde os que possuem 4 cordas até raramente 7 cordas, além do baixo sem trastes (Fretless).

Contrabaixo Acústico


Sendo o primeiro contrabaixo, era muito grande e pesado, era utilizado em diversos tipos de música, atualmente é comum ser utilizado para rockabilly e jazz.

Baixolão               



Sendo feito nos anos 70, baseado no violão, foi criado um contrabaixo acústico mais simples para acompanhar músicas acústicas.

Contrabaixo de 4 cordas

É o mais comum e utilizado, tanto no contrabaixo acústico como no elétrico, é o mais simples de ser tocado, e possui um espaçamento maior entre as cordas.
Possui afinação desde a mais aguda até a mais grave, GDAE (Sol, Ré, Lá, Mi)

Contrabaixo de 5 cordas

Possui uma corda grave a mais, sendo muito utilizada no Heavy Metal, por utilizar muitas notas graves
Possui afinação desde a mais aguda até a mais grave, GDAEB (Sol, Ré, Lá, Mi, Si)

Contrabaixo de 6 cordas

Geralmente utilizado por baixistas profissionais, não é muito utilizado no Rock ‘n Roll, é comum no Funk/Soul e jazz.Possui um espaçamento muito pequeno entre as cordas, é muito utilizado para acordes, porque possui 6 cordas.

Possui afinação desde a mais aguda até a mais grave, CGDAEB (Dó, Sol, Ré, Lá, Mi, Si)

Contrabaixo sem trastes (Fretless)



Criado por Bill Wyman(que viria a ser o futuro baixista dos Rolling Stones) enquanto estava em uma banda nos anos 50, foi retirado os trastes de metal da escala de seu baixo, tendo uma escala como o dos antigos contrabaixos acústicos, gerando um som grave e abafado, porém, só veio a ser popularizado com o baixista de jazz Jaco Pastorius.

Modelos mais utilizados


Dentre todas as marcas e modelos, os mais utilizados e comuns serão citados abaixo:

Fender Precision

Acima, o Precision Bass.

O primeiro contrabaixo elétrico, Precision Bass, é utilizado até os dias de hoje, sendo um dos que mais agradam. Possuem um timbre grave característico, sem muito uso de médios e agudos, geralmente é descrito como um timbre artificial.
É um dos baixos mais versáteis, usados para inúmeros estilos de música.


Fender Jazz Bass



Criado logo depois do Precision, possui um timbre “roncado” com médios e graves, e geralmente é mais pesado que outros contrabaixos.

Music Man Stingray


Criado originalmente por Leo Fender, e depois comprado pela Ernie Ball, possui um timbre parecido com o do Jazz Bass.

Rickenbacker 4001/4003


O Rickenbacker é utilizado geralmente por baixistas de Rock Progressivo, pois possuem um timbre médio característico que não é muito versátil para qualquer estilo de música.Existem vários modelos, dentre eles, os mais utilizados são os 4001 e 4003, sendo este último um aprimoramento do primeiro, que nos anos 80 parou de ser fabricado.

Técnicas


Dentre o uso do contrabaixo, existem diversas técnicas, abaixo serão citadas as mais utilizadas:

Pizzicato

Junto com o uso da palheta, é o modo comum de se tocar.O pizzicato consiste em utilizar os dedos da mão, algo que gera um timbre limpo.

Palheta

O uso da palheta, mais comum na guitarra, também agrada no contrabaixo, pois gera um som estalado e agudo pela agressividade da palheta, é diferenciado da técnica pizzicato, pois ambos geram timbres diferentes.

Slap and Pop

Criada por Larry Graham em 1961, quando ficou sem um baterista, tentou imitar o som de bumbo e de uma caixa da bateria com o dedão batendo e puxando as cordas.
A técnica se popularizou no Funk/Soul, e atualmente é conhecida em bandas de Funk Rock como Red Hot Chilli Peppers e Primus.

Tapping

Consiste em apertar com ambas a mão direita e esquerda nos trastes mais agudos do contrabaixo, como um piano. Foi popularizado por Victor Wooten e Billy Sheehan.

Baixistas mais influentes


Existem diversos baixistas que revolucionaram o mundo do contrabaixo, serão citados alguns deles:
Jaco Pastorius

John Francis Anthony Pastorius III (Norristown, Pensilvânia, 1951 - Fort Lauderdale, Flórida, 21 de Setembro de 1987) foi um baixista de jazz, conhecido por popularizar o baixo fretless.É conhecido como um dos baixistas mais influentes.Usou durante sua carreira um Fender Jazz Bass Fretless.
Tocou no Weather Report e teve uma carreira solo.


Geddy Lee

Gary Lee Weinrib (Toronto, 29 de julho de 1953) é o baixista canadense da banda de rock progressivo Rush. Tocou em diversos baixos, sendo mais conhecidos por tocar em um Rickenbacker 4001, Fender Jazz Bass e um baixo Wal.Além de um grande baixista, possui crédito de ser um ótimo vocalista e tecladista.
Possui linhas de baixo muito complexas e rápidas.


Les Claypool

Leslie Edward "Les" Claypool (29 de setembro de 1963 em Richmond, Califórnia, E.U.A) é o baixista e vocalista da banda de Funk Metal Primus, conhecido por desenvolver uma técnica de Slap and pop própria.É conhecido por tocar em baixos Carl Thompson.


Cliff Burton

Clifford Lee "Cliff" Burton (Castro Valley, 10 de fevereiro de 1962 — Ljungby, 27 de setembro de 1986) foi um antigo baixista da banda de Thrash Metal Metallica.Compôs linhas de baixo com efeitos de distorção que na época eram mais comuns na guitarra, além de uma ótima velocidade para acompanhar os guitarristas da banda.


Marcus Miller

Marcus Miller (Nova Iorque, 14 de junho de 1959) é um compositor e baixista de Jazz.Possui uma extensa discografia, e foi fortemente influenciado por Jaco Pastorius.Toca baixos fretless e seu Fender Jazz Bass, com técnicas de pizzicato e Slap and pop.